
08/09/2026
Moradores de várias regiões da cidade do Rio têm se deparado com grandes revoadas de cupins voadores, conhecidos popularmente como aleluias ou siriris. Embora o fenômeno seja mais comum na primavera e no verão, os insetos já começaram a surgir em agosto, atraídos principalmente pela iluminação de casas, postes e estabelecimentos, as informações são do portal G1.
Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram os cupins concentrados ao redor de lâmpadas e entrando em imóveis. Um dos registros foi feito em Sepetiba, na Zona Oeste do Rio.
A presença dos insetos pode causar incômodo, especialmente quando as revoadas chegam ao interior das residências. Apesar da aparência semelhante à de pequenos mosquitos, os chamados “mosquitos de luz” não têm relação com esses insetos.
Na verdade, são cupins alados em sua fase reprodutiva. Em determinado momento do ciclo das colônias, eles deixam os ninhos em grandes grupos para encontrar parceiros, realizar o acasalamento e iniciar novas colônias.
A combinação de solo úmido e temperaturas elevadas durante a noite cria condições favoráveis para as revoadas. Segundo Arion Tulio Aranda, curador da Coleção de Simulídeos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), o fenômeno costuma ocorrer após períodos de chuva.
“Normalmente, o que acontece depois de dias de chuva, o solo fica mais amolecido, tem noites de calor, os cupins fazem essa revoada de acasalamento. Só que isso é esperado que aconteça mais pra primavera e pro verão. O fato da gente estar percebendo essas revoadas de aleluia ou de siriri, como eles são popularmente conhecidos, é um indicativo de que as mudanças climáticas estão aí”, explicou o especialista.
A iluminação também influencia a concentração dos insetos. Durante o voo, os cupins alados são atraídos pelas fontes de luz, o que explica a presença de grandes grupos próximos a lâmpadas residenciais, postes e pontos comerciais.
Após a revoada, os insetos perdem as asas e passam a procurar um local para estabelecer uma nova colônia. Por isso, é comum encontrar várias asas espalhadas pelo chão ou acumuladas em áreas próximas às luminárias.
Durante os períodos de maior atividade, algumas medidas simples podem ajudar a evitar que os insetos entrem nas residências. Uma delas é manter portas e janelas fechadas e apagar as luzes externas no fim da tarde.
Outra alternativa é reduzir a iluminação nas áreas externas e concentrar as lâmpadas nos ambientes internos, diminuindo a atração dos cupins para perto das entradas da casa.
Apesar da grande quantidade e do incômodo provocado pelas revoadas, os cupins voadores não picam e não são conhecidos por transmitir doenças aos seres humanos.
Fonte: Diário do Rio
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