
01/11/2012
A reciclagem do cobre ainda é um desafio no Brasil. Mais de 40% do metal produzido na Europa já provem da reciclagem, mas no País o cobre secundário, obtido da sucata, atingiu em 2010, de acordo com o Sumário Mineral, do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), uma produção de 23 mil toneladas - quase 10% da produção nacional de cobre primário.
Para um produto 100% reciclável e com valor de mercado cinco vezes superior ao da latinha de alumínio - campeão de reciclagem - faltam para o metal o trunfo da conscientização da sociedade sobre as vantagens ambientais do reaproveitamento e um freio na informalidade do setor.
"A informalidade afeta a competitividade dos preços para a indústria", diz Edson Monteiro, vice-presidente da Paranapanema. "A informalidade gera uma descompensação entre as empresas", afirma Antonio Maschietto Júnior, diretor executivo do Procobre. A aposta do setor é que o governo regulamente a Resolução 13, do Senado Federal, que estabelece uma alíquota de 4% para o Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), nas operações interestaduais com bens e mercadorias importados do exterior. A guerra fiscal faz com que a sucata produzida em São Paulo seja vendida com nota fiscal de outros Estados que têm ICMS menor.
As indústrias de cobre têm procurado o governo para um acordo voluntário de logística reversa do material, mas têm esbarrado em outras prioridades das autoridades ambientais.
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