
01/11/2012
Todos os ventos sopram a favor. Torres de até 120 metros de altura, que recebem as melhores correntes, muitos "parques" disponíveis e investimentos internos e externos estão transformando a energia eólica na fonte energética que mais cresce no país. Na matriz elétrica brasileira, a participação da energia gerada pelos ventos deve passar dos atuais 1,5% para 5,4% em 2016, chegando a 12% em 2020, com 20 Gigawatts (GW) instalados. Já são 104 parques em funcionamento, que passarão a 125 até o final de 2012, chegando a 250 em 2016, a maioria no Nordeste e no Sul.
"Até 2020 os investimentos somarão R$ 40 bilhões e os empregos no setor chegarão a 280 mil. Os desembolsos feitos pelo setor no período de 2004 a 2011 somaram R$ 25 bilhões. Hoje, o Brasil é o único país que investe em fonte eólica e recebe recursos de fora. A China e a Índia também investem, mas não recebem investimentos externos. O fato de o Brasil ser receptivo a investimentos do exterior traz uma competição muito grande entre os fornecedores e faz com que os preços se tornem mais baixos", afirma Elbia Melo, presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).
"A crise na Europa paralisou os projetos naquele mercado", acrescenta Mauricio Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). O executivo observa que "na China só entram empresas que produzem equipamentos na própria China. Por conta disso, as empresas estrangeiras focaram no Brasil". Para se ter uma ideia da força do mercado brasileiro, em 2008 o país possuía um único fabricante de aerogeradores e hoje, segundo dados da Abeeólica, já são onze as empresas. De 2004, quando o Brasil iniciou o processo de investimentos na área de eólica, para cá, o setor teve um salto em termos de tecnologia que não deixa nada a dever à Europa e Estados Unidos.
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