
22/11/2012
A emissão de gases-estufa na atmosfera atingiu um novo recorde no ano passado, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM). A liberação de CO2 atingiu 391 partes por milhão (ppm). Estima-se que, se este número chegar a 400 ppm, 90% dos recifes de corais, lar de grande parte da biodiversidade marinha, estariam comprometidos.
A relação entre os dois índices deve-se ao fato de os mares serem os maiores sorvedouros de CO2. Desde o início da era industrial, por volta de 1750, 375 bilhões de toneladas de gás carbônico foram lançadas na atmosfera. Metade ficou no globo; sendo a maior parte nos oceanos — um percentual menor foi recolhido pelas florestas do planeta.
A outra metade, no entanto, está na atmosfera, serve como um cobertor ao planeta, esquentando-o e dando margem a previsões cada vez mais pessimistas. O recorde na liberação de CO2 encontrado pela OMM corrobora um outro estudo, divulgado segunda-feira, pelo Banco Mundial. A organização alertou que, mantida a inércia atual, a Humanidade caminha para a liberação de 800 ppm em meados do século, o que aumentaria a temperatura global em 4º C.
Especialistas de ambas as entidades são descrentes em relação às decisões que podem ser tomadas na 18ª Conferência do Clima (COP), em Doha, na semana que vem.
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