
04/12/2012
"Sem Kyoto, vira um cenário de faroeste, um mundo sem regras, em que tudo seria voluntário. E isso, todos nós sabemos, não vai resolver o problema do clima". A frase, do embaixador André Corrêa do Lago, negociador-chefe do Brasil na rodada de Doha, no Qatar, resume porque é importante manter vivo um acordo internacional que, até agora, reduziu pouco as emissões de gases-estufa globais.
Manter Kyoto é essencial ao Brasil. Assim como fechar o acordo de florestas, conhecido por Redd (o mecanismo de redução de emissões de desmatamento e degradação), de forma que não seja uma decisão discriminatória a países florestais. "O Brasil acha totalmente inadequado ser mais difícil obter dinheiro para reduzir emissões de florestas do que para outros setores", diz o embaixador.
Nesta entrevista concedida em Doha, Corrêa do Lago explica porque há desconfiança entre os países em desenvolvimento com o compromisso das nações ricas de terem entregue, no prazo de três anos, US$ 30 bilhões para enfrentar os problemas de curto prazo. Diz, também, como iniciam as discussões para o acordo global de 2020, que terá que ser fechado em 2015. Leia a seguir os principais trechos da entrevista.
Leia a entrevista acessando o Jornal da Ciência
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