
18/12/2012
A segunda quinzena de dezembro e o mês de janeiro concentram, em média, metade do volume anual de chuva na região Sudeste. Às vésperas do período, o governo federal apresentou no último dia 12, no Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), em Brasília, o plano de ações para proteger e atender a população diante dos fenômenos extremos.
Segundo o diretor do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Agostinho Ogura, o Centro-Sul do Brasil deve enfrentar chuvas "dentro da normalidade ou ligeiramente superiores" aos registros históricos para a época. "Mas é importante destacar que, quando a gente fala em normalidade em período chuvoso na região Sudeste, a possibilidade de haver eventos extremos está muito presente", enfatizou. O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, e o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTI, Carlos Nobre, também estavam presentes.
Além de concentrar as chuvas anuais da região, o intervalo de 15 de dezembro a 30 de janeiro costuma abranger curtos períodos de alta incidência pluviométrica. "A gente está falando de 800 a 1.000 milímetros, que podem acontecer em alguns dias, como em Caraguatatuba [SP], em 1967, com 600 milímetros em 48 horas", disse Ogura. "Essa anomalia de distribuição é normal e é capaz de deflagrar enchentes, inundações, enxurradas. A gente tem que entender que a natureza funciona desse jeito, e se preparar para tanto."
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