
19/02/2013
A inóspita paisagem antártica emoldura um canteiro de obras bastante incomum. São cerca de 70 operários trabalhando em turnos, pelo menos quatro tratores e diversos contêineres ocupando a área onde ficava a Estação Comandante Ferraz, na Ilha Rei George, na Baía do Almirantado, na Antártica, destruída pelo fogo em fevereiro passado.
Em contraste com o branco do gelo e o negro do solo rochoso, se sobressaem os trabalhadores em vestimentas de cores berrantes, parecidas com roupas de astronautas, reforçadas para enfrentar uma sensação térmica de menos 10 graus Celsius.
Três navios militares apoiavam ontem as operações, além de diversos botes e uma chata, operados com o apoio de mergulhadores e homens-rã. Se alguém cair na água, a possibilidade de morte é muito grande: o tempo estimado de sobrevivência é de apenas 30 segundos.
Os módulos emergenciais a serem convertidos em uma nova estação começaram a ser desembarcados ontem e devem estar operantes até o fim de março. São 39 módulos da empresa canadense Weatherheaven. Cada um deles será convertido em um ambiente distinto, como quartos, sala, cozinha e laboratórios. Uma vez montados os módulos, o desafio será fazer as ligações de energia, água e esgoto, para que a estação provisória esteja pronta para funcionar.
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