
05/03/2013
As mais de 250 mil famílias de agricultores da Bacia do Jacuípe, semiárido baiano, nunca tinham ouvido falar de mudança climática, ou aquecimento global. Mas sabem melhor do que qualquer cientista que o calor está chegando mais forte no verão e ficando por mais tempo, o solo está mais seco, e falta às crianças e ao gado o que beber. O milho e o feijão são cultivos quase abandonados, pois já não aguentam esperar as águas de março que às vezes não vêm. Imagens que fazem parte do dia a dia dos sertanejos, e ganharam o imaginário dos brasileiros por meio da literatura, agora vão rodar o mundo nos números do projeto “Adapta, Sertão”. A partir do município de Pintadas (BA), uma força-tarefa de pesquisadores descobriu que, em 50 anos, a cidade perdeu 30% da precipitação anual. No mesmo período, a temperatura se elevou em 1,75 graus, mais do que o dobro da taxa registrada globalmente, de 0,8 grau. E já se sabe que o padrão se repete em muitas outras cidades da bacia.
As 30 famílias de agricultores acompanhadas de perto pelos pesquisadores viram a produção de leite cair 7% de 1962 a 2011, segundo dados do estudo. Para se ter uma ideia do tamanho do problema, em todo o Estado da Bahia, o movimento foi oposto, com aumento de 42% no mesmo período. No país, a elevação da produção leiteira foi de 101%. Em linguagem científica, significa que a Bacia do Jacuípe é um “hot spot”do planeta, ou seja, é uma região extremamente vulnerável às mudanças climáticas.
Para continuar lendo a matéria, clique Jornal da Ciência
Casa de alto padrão pode ser montada em 10 dias
25/08/2026
Secas mais longas podem ameaçar segurança hídrica de Rio e São Paulo, aponta estudo
25/08/2026
Prefeitura de SP ainda não regulamentou lei contra plásticos descartáveis
25/08/2026
Vírus letal reduz em 83% população de pererecas em reserva da mata atlântica
25/08/2026
Câmeras flagram animais em recuperação do cerrado
25/08/2026
Espalhadas pelo ar, partículas de isopor se acumulam em ruas e piscinas de região de Fortaleza
25/08/2026
