
19/03/2013
Há dias, a Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul, amanhece coberta de peixes mortos. A mortandade, que já resultou no recolhimento de aproximadamente 33 toneladas de peixes em dois dias, se agravou na manhã da última 4ªF. O espelho d’água da Lagoa está tomado por peixes mortos de várias espécies. Crustáceos como caranguejos e camarões também foram encontrados mortos. Pescadores contam que os animais ainda vivos estão concentrados bem próximos à superfície da lagoa.
Segundo o biólogo Mário Moscatelli, três fatores podem ser as causas da mortandade de peixes. Ele percorreu a Lagoa Rodrigo de Freitas num barco na manhã desta terça-feira e afirmou que a situação é preocupante.
— O comportamento dos animais ainda vivos, que estão na superfície e sendo facilmente capturados, indica falta de oxigênio. Nesta terça-feira, apenas algumas espécies estavam mortas. Nesta quarta, todos os animais que dependem do oxigênio estão morrendo, peixes nobres e menos nobres, além de caranguejos, camarões. Três causas prováveis são o lançamento de esgoto em grande quantidade por problema em alguma elevatória da Cedae, aporte de matéria orgânica trazida por fortes chuvas ou um fenômeno climático que divide o espelho d’água em dois, um sem oxigênio mais no fundo e outro com oxigênio mais próximo da superfície. Pode ser a conjunção de mais de um desses fatores — explicou o biólogo, afirmando que o monitoramento da permanente da Lagoa e a aplicação de um plano de contingência é fundamental para prevenir mortandades.
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