
19/03/2013
Se a ciência nos aproximou do sonhado mundo dos Jetsons, criou ameaças que parecem saídas da ficção. É o que defende Martin Rees, um dos cientistas mais importantes da atualidade, que acaba de criar na Universidade de Cambridge um centro para estudos sobre o que chama de riscos existenciais. O presidente da Sociedade Real de Astronomia afirma que a maior ameaça à Humanidade vem do próprio homem.
O senhor afirma que o mundo está mais sujeito a riscos de catástrofes e que é difícil convencer as pessoas disso. Ficamos todos céticos?
Temos que saber diferenciar o que são ameaças genuínas do que é ficção científica. As pessoas não sabem reconhecer os riscos reais. A ciência hoje é tão poderosa que um único indivíduo pode cometer um erro capaz de causar uma catástrofe. Os riscos existenciais estão mais em ações provocadas pelo homem do que pela natureza. Descobertas sempre podem ser usadas para o bem ou para o mal. O laser pode estar num leitor de DVD ou numa cirurgia ocular, mas também produzir uma arma. A ciência nuclear pode ser usada para fabricar bombas ou gerar energia. Não queremos impedir os avanços da ciência, nem podemos. Precisamos garantir que podemos maximizar os benefícios das descobertas e minimizar os riscos.
Leia a matéria completa em O Globo
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