
21/03/2013
A tempestade que se abateu sobre a cidade de Petrópolis desde a tarde de 17/03 veio carregada com um potencial destruidor, segundo especialistas em clima ouvidos pelo GLOBO, pela sua intensidade num espaço curto de tempo. Dados do Sistema de Alerta contra Cheias do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) mostram que somente no Quitandinha, uma das 19 estações pluviométricas e hidrológicas instaladas naquele município, o acumulado de chuvas chegou a bater 453,8 milímetros às 14h15m de 18/03, um somatório das 24 horas anteriores. A força fora do comum, contudo, não poderia ainda ser creditada a mudanças climáticas globais e nem deveria ser encarada com a vilã dos deslizamentos e transbordamentos de rios, segundo os mesmos especialistas. Eles apontam a falta de planejamento urbano, a ocupação das escostas e margens de rios e a deposição de lixo e esgoto em canais fluviais como catalizadores da tragédia, num período do ano em que as chuvas intensas são muito comuns.
Por volta das 16h30m de 18/03, o acumulado na estação do Quitandinha já tinha baixado para 428,2 milímetros de chuva. Outras cinco estações da cidade registravam índices acumulados acima dos 300 milímetros em 24 horas nesse mesmo horário. Para se ter uma dimensão do temporal, em todo o mês de março do ano passado, choveu 300 milímetros na estação do Quintandinha. Em 2012, a estação que registrou maior volume de chuvas em todo mês de março na Região Serrana foi a da localidade de Morin, também em Petrópolis, com 429 milímetros.
Saiba mais em O Globo
Vírus letal reduz em 83% população de pererecas em reserva da mata atlântica
25/08/2026
Câmeras flagram animais em recuperação do cerrado
25/08/2026
Espalhadas pelo ar, partículas de isopor se acumulam em ruas e piscinas de região de Fortaleza
25/08/2026
MPF apura desmate que ameaça maior águia do planeta quase extinta no Pantanal
25/08/2026
Cada gol na Libertadores será convertido em plantio de 3 árvores
25/08/2026
Como os ´químicos eternos´ impactam a sustentabilidade
25/08/2026
