
21/03/2013
Uma equipe internacional de cientistas anunciou evidências de vida microscópica, e em abundância, no limite das profundezas dos mares, a 11 mil metros de profundidade. Até então, acreditava-se que o leito da Fossa das Marianas, no Oceano Pacífico, conhecido como Challenger Deep, era um lugar tão inóspito que praticamente nenhuma forma de vida seria possível. No local — que já foi visitado ano passado por um submarino idealizado e tripulado pelo diretor de cinema James Cameron — não há luz do sol, e a pressão da água equivale a 1.100 quilogramas por centímetro quadrado, algo como um carro de passeio sobre o dedão do pé.
A descoberta, que envolveu cientistas da Dinamarca, Alemanha, Reino Unido e Japão, trouxe de volta a teoria de que a fossa oceânica é um depósito orgânico de vida marinha. Mais que isso, os cientistas acreditam que as fossas oceânicas podem ter uma importância até então ignorada sobre o ciclo do carbono, mecanismo fundamental para a regulação do efeito estufa na atmosfera. O carbono é um elemento indispensável à vida, e processos de decomposição e respiração de organismos são parte deste ciclo.
A pesquisa foi publicada na edição de ontem da revista “Nature Geoscience”. Em 2010 — antes, portanto, de Cameron — a equipe enviou um módulo não tripulado até o leito da fossa marinha, onde foram coletadas amostras de sedimentos cavadas 20 centímetros sob o leito. Os pesquisadores concluem que os micro-organismos que vivem na profundeza da Fossa das Marianas se sustentam de plantas e outras criaturas mortas que descem da superfície do oceano depois que se decompõem.
Para saber mais, acesse O Globo
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