
04/04/2013
No terraço da casa da jornalista Sônia Bridi, no Itanhangá, na Zona Oeste do Rio, dez conjuntos de tubos pretos reluzem em meio ao verde que cerca o local. Virado para o sol, o equipamento é responsável por transformar os raios que incidem durante todo o dia em calor, aquecendo a água usada em banhos, na cozinha e na piscina. O sistema chama a atenção na paisagem de lajes cinzas das outras residências da vizinhança. E, em breve, ganhará um reforço de peso. A partir de maio, ele dividirá espaço com mais 50 painéis fotovoltaicos, cada um pesando cerca de 20 quilos, com potencial de gerar 12,5KWs — o que seria suficiente para abastecer cinco casas pequenas. Esses painéis vão mudar o status da casa da jornalista, que, de simples usuária do aquecimento solar isolado, passará a ser uma das primeiras parceiras da concessionária de energia elétrica da cidade do Rio, a Light.
No meio do ano, quando o novo sistema estiver funcionando, a residência se tornará uma geradora oficial de energia. Há pouco mais de três meses, entrou em vigor resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que regula a geração descentralizada de energia no país. Até então, energias renováveis, como solar, eólica ou biomassa, podiam ser produzidas em casa, mas de forma isolada, pessoal. Agora, será possível uma residência fazer parte do sistema oficial de energia do país. Se produzir energia além do que a casa consome, esse excedente abastecerá os vizinhos. Se não produzir energia o suficiente, a residência receberá eletricidade da rede normal.
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