
02/04/2013
O Rio de Janeiro vai apostar na parte da Floresta Amazônica do Acre para compensar as emissões de gases de efeito estufa de indústrias fluminense. Essa é a intenção de um Termo de Cooperação Técnica assinado pelos governos do Rio de Janeiro e do Acre, além do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES). O acordo foi firmado na última semana.
O pacto pretende estimular iniciativas de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD). O Rio já possui um mercado de carbono, idealizado pela subsecretaria de Economia Verde, subordinada à Secretaria estadual do Ambiente (SEA). Falta ainda, porém, que a lei seja regulamentada, o que pode ocorrer em breve, especialmente se crescerem os projetos de REDD no país. O Acre aparece como parceiro em potencial, pois possui razoável percentual de Floresta Amazônica preservada. Na prática, indústrias fluminenses poderiam, em vez de reduzir suas emissões, comprar créditos de carbono de projetos de lá voltados para a conservação da floresta de pé.
Segundo o diretor de Infraestrutura Social, Agropecuária, Inclusão Social e Meio Ambiente do BNDES, Guilherme Lacerda, o objetivo da parceria é acelerar a criação de novos projetos voltados para preservação.
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