
04/04/2013
Aparentemente delicadas e belas, as libélulas podem ser os caçadores mais brutalmente eficazes do reino animal, sugere uma pesquisa americana. Quando saem para se alimentar de outros insetos voadores, as libélulas conseguem arrebatar os seus alvos no ar em mais de 95% das vezes.
- Eles vão rasgar a presa e esmagá-la como uma bola, e mastigar, mastigar e mastigá-la - disse ao “New York Times” o professor emérito de entomologia da Universidade de Rutgers, Michael L. May.
E apesar de fininhas, as libélulas têm um apetite interminável. Estudioso pela Universidade de Harvard do mecanismo de voo destes insetos, Stacey Combes conta já ter visto uma delas comer 30 moscas enfileiradas.
- E teria facilmente continuado a comer se tivesse mais mosca disponível - comentou.
Uma equipe de pesquisadores mostrou que o sistema nervoso de uma libélula exibe uma capacidade quase humana de atenção seletiva, capaz de se concentrar em uma única presa que voa em meio a uma nuvem de insetos similarmente esvoaçantes, da mesma forma que um convidado em uma festa pode ouvir apenas um amigo, ignorando as conversas de fundo.
Outros pesquisadores identificaram uma espécie de circuito mestre de 16 neurônios que conectam o cérebro da libélula ao seu centro motor de voo, no tórax. Com a ajuda de um pacote neuronal, uma libélula pode rastrear um alvo em movimento, calcular uma trajetória para interceptá-lo e sutilmente ajustar o seu caminho como necessário.
Os cientistas encontraram evidências de que uma libélula faz a estratégia de seu trajeto para interceptar a vítima através de uma variante do “truque velho marinheiro”, disse Robert M. Olberg, da Faculdade Union, que publicou artigo no periódico da “Proceedings of the National Academy of Sciences”.
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