
09/04/2013
Gelo glacial nos Andes peruanos que levou pelo menos 1,6 mil anos para se acumular derreteu em apenas 25 anos, informaram cientistas, em mais um sinal de que o recente aumento nas temperaturas globais está desequilibrando a natureza. As evidências vêm de uma descoberta notável nas margens do glaciar Quelccaya, no Peru, o maior do mundo em uma região tropical. O derretimento acelerado no local durante a era moderna está revelando plantas que ficaram presas no gelo quando o glaciar avançou milhares de anos atrás.
A datação destas plantas, a partir de uma forma radiativa de carbono que decai a um ritmo conhecido, deu aos cientistas um método com precisão incomum para determinar a história das margens do glaciar. Lonnie G. Thompson, glaciologista da Universidade do Estado de Ohio cuja equipe tem trabalho intermitentemente no glaciar Quelccaya durante décadas, anunciou as descobertas esta semana no site da revista “Science”. O artigo inclui uma muito esperada análise dos marcadores químicos nos cilindros de gelo que a equipe escavou do fundo de Quelccaya, um registro que ajudará os cientistas de todo mundo na reconstrução das variações climáticas do passado.
Estas análises levarão tempo, mas Thompson diz que as evidências preliminares mostram, por exemplo, que a Terra provavelmente atravessou um período de clima anômalo na época da Revolução Francesa, que começou em 1789. O clima possivelmente contribuiu para a falta de comida que exacerbou a revolta.
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