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Pesquisador australiano fala sobre o que pode ser feito para preservar os arrecifes para o futuro

18/04/2013

A primeira sessão do 5º Encontro Preparatório para o Fórum Mundial da Ciência, no auditório da Regional Nordeste do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, na Cidade Universitária, na 2ªF dia 15/04, foi aberta pelo cientista australiano Darren Cameron. O estudioso ministrou a palestra "O papel das reservas marinhas na conservação dos ecossistemas através da resiliência ecológica e social: O caso da grande barreira de arrecifes".
Darrel considerou a proteção natural, que circunda o litoral pernambucano muito semelhante a que existe em seu país e ressaltou o empenho do seu governo, dos cientistas e da população em preservar o ecossistema marinho. "Queremos aproveitar esses recursos e deixar o legado para os nossos filhos. Os corais são o alicerce e a barreira do ecossistema", revelou.
De acordo com Darren, os 7% de arrecifes australianos estão sendo preservados e foi criada uma reserva marinha, dividida em três áreas, que abrangem os 2 mil Km a nordeste da Austrália. Desde 1975, foi criado um parque marinho, que em 1981 passou a ser patrimônio mundial, ocasião em que foram criadas leis de cuidado, proteção e conservação do local. "Dividimos o parque em áreas não perturbadas por seres humanos (verdes), onde nada pode ser pescado; livres para a pesca (azuis) e proibidas para a entrada e pescarias (cor-de-rosa), consideradas berçário de tubarões".
Foram necessários anos de planejamento, educação e práticas ambientais para a existência do parque marinho, mesmo assim, as ameaças naturais como o aquecimento global, o aumento do turismo e a navegação podem botar tudo a perder, destacou o cientista. "Em meados dos anos 1990 havia quem dissesse que o parque não era suficiente para manter as espécies marinhas. Dividimos o território em 70 regiões, 30 delas com arrecifes e 40, sem arrecifes. Princípios operacionais biológicos foram considerados, entre eles, área mínima de 20km, quanto maior a área melhor e não dividir os arrecifes. A consulta e a participação pública com o diálogo com as comunidades de pescadores, aliadas a tecnologia, é imprescindível", disse Darrel.

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