
25/04/2013
Os enólogos vêm discutindo, há mais de uma década, o impacto das mudanças climáticas sobre as uvas. Agora, cientistas estão levantando uma nova pergunta: quando o cultivo de uvas é levado a novas áreas, supondo que as mudanças climáticas tenham deixado os habitats anteriores para a viticultura impróprios, quais serão os efeitos disso para os animais e as plantas dessas novas regiões? Haverá um conflito entre o prosecco e os pandas na China?
Rebecca Shaw, cientista do Fundo de Defesa Ambiental, nos EUA, disse que transferências desse tipo têm "o potencial de ameaçar a sobrevivência da fauna e flora silvestres".
Ou, nas palavras de um estudo publicado por ela no periódico "Proceedings of the National Academy of Sciences", "os vinhedos exercem efeitos duradouros sobre a qualidade dos habitats e podem ter impacto importante sobre as fontes de água doce".
Além da introdução de fertilizantes e agrotóxicos esterilizantes, os vinhedos maduros "têm baixo valor de habitat para espécies nativas e são visitados com mais frequência por espécies não nativas". Shaw acredita que a chegada da agricultura de todos os tipos em terras antes frias e inóspitas deve se pautar em alguma medida por seu impacto sobre esses ecossistemas.
O setor vinícola já passou por mais de 15 anos de mudanças impostas pelo clima, que foram marcadas pelo cultivo de uvas em regiões antes frias demais e o estabelecimento de vinícolas como a Burrowing Owl Estate, na Colúmbia Britânica, e a Yaxley Estate, na Tasmânia.
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