
30/04/2013
A Comissão Europeia decidiu nesta segunda-feira que irá impor uma proibição temporária no uso de três dos pesticidas mais usados no mundo, a partir de dezembro, todos à base de neonicotinoides, por causa do temor de seu prejuízo à cultura de abelhas. A comissão propôs a proibição em janeiro, depois que cientistas da União Europeia (UE) haviam declarado que os produtos químicos representavam um risco agudo para as abelhas que polinizam muitas das culturas cultivadas comercialmente no continente. A moratória será de dois anos.
A decisão desta segunda-feira ocorreu apesar do fracasso dos governos da União Europeia em concordarem com a questão. Os neonicotinoides são mais eficientes do que outros agrotóxicos no controle de pragas, produzidos principalmente pela alemã Bayer e a Syngenta, da Suíça, mas cobram um preço alto. Eles afetam o sistema nervoso de insetos polinizadores, o que restringe sua área de atuação e, assim, o rendimento de diversas culturas. Resíduos de agrotóxico foram encontrados em culturas de girassol, algodão e milho, onde há uma grande presença de abelhas.
Fabricantes de pesticidas e alguns cientistas dizem que nenhuma ligação foi comprovada entre o uso dos neonicotinoides e um acentuado declínio no número de abelhas na Europa nos últimos anos - um fenômeno conhecido como "colapso das abelhas".
No total, 15 países da UE votaram a favor - dois a mais que a última vez que os governos votaram sobre a questão, em março - mas eles não conseguiram alcançar a maioria necessária para adotar a proibição total e, por isso, a decisão passou à Comissão Europeia.
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