
21/05/2013
Os cariocas Adriana Lenzo, de 20 anos, Débora Victorino, de 37, e Wagner Monteiro, de 58, representam consumidores de três gerações diferentes. Mas, quando o assunto é fazer escolhas que agridam menos o meio ambiente ao ir às compras, parecem filhos de uma mesma época. São adeptos às sacolas retornáveis, em vez das plásticas, com tempo de decomposição superior a cem anos, e a produtos orgânicos cultivados sem agrotóxicos e fertilizantes químicos.
E, para o bem do planeta, já não formam um grupo de exceção, como mostra pesquisa inédita sobre consumo ético realizada pela Proteste — Associação de Consumidores, feita com 1,5 mil brasileiros e outros 1,22 mil europeus de Bélgica, Itália e Espanha. Em média, 83% dos pesquisados afirmaram ter comprado algum produto ecologicamente correto no último ano. Os brasileiros, com 86% de respostas positivas, se mostraram os mais preocupados em fazer a escolha mais sustentável.
Por outro lado, a pesquisa mostra que os consumidores do lado de cá do Atlântico são os mais desconfiados em relação à seriedade das empresas em suas atividades de responsabilidade social, ou seja, implementar ações que contribuam para uma sociedade mais justa. Entre os brasileiros, 81% concordam total ou parcialmente que as propaladas ações não passam de estratégia de marketing das companhias. No resultado geral da pesquisa, essa desconfiança foi apontada por 72% dos consumidores.
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