
19/11/2013
O programa Lixo Zero da prefeitura do Rio completa três meses nesta quarta-feira, e já multou mais de 15 mil pessoas. O problema das lixeiras lotadas na cidade, no entanto, parece não estar sendo combatido pela prefeitura, como denunciou a leitora Malu Pinho Lopes. A queixa é recorrente entre as mensagens enviadas para o Eu-Repórter.
Malu conta que caminha na Lagoa diariamente e costuma ter dificuldade em encontrar papeleiras para jogar seu lixo. Quando as encontra, estão lotadas.
— As lixeiras foram sumindo desde o ano passado. Além de muito pequenas para uma cidade cada vez mais cheia de moradores e turistas, estão cada vez mais escassas e quando as encontramos estão sempre entupidas, lotadas. Ou seja como reclamar e multar sem dar condições de descarte adequado? — questionou.
Malu conta receber com frequência estrangeiros em sua casa e diz ficar envergonhada com os comentários que costuma ouvir deles.
— A falta de lixeiras é mais do que inconveniente, é desesperadora principalmente na parte que vai da curva do calombo até as proximidades do Corte Cantagalo. Os estrangeiros me perguntam porque optamos por essas papeleiras inúteis e quem as fabrica. Para multar, é necessário também oferecer lixeiras compatíveis e não essas caixas que não comportam nem um coco. Ainda mais numa área de lazer como a lagoa.
A Comlurb informou que está estudando outros modelos de papeleiras com a abertura maior, porém sua capacidade é limitada ao que o gari consegue manipular para seu esvaziamento e higienização. Uma papeleira de 100 litros por exemplo, segundo a companhia, não seria viável. Os modelos aplicados em outras cidades têm uma capacidade média de 60 litros. As papeleiras utilizadas no Rio têm 50 litros.
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