
03/12/2013
Rose Mary Gerber comprovou em sua pesquisa, realizada através do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Brasil Plural (INCT IBP), que existem mulheres atuando diretamente nas atividades da pesca no país. Ligada ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGAS/UFSC), ela vivenciou plenamente o cotidiano das pescadoras brasileiras no litoral catarinense.
Embarcada, trabalhou em barcos de quatro a nove metros de comprimento, de quatro a dezesseis horas por dia, dependendo do tipo de pescaria. Entre outras tarefas, limpou, eviscerou e comercializou peixes e frutos do mar, que anteriormente havia auxiliado a pescar. Conviveu diariamente com trabalhadoras marítimas que aprenderam a atividade de duas formas principais. Com o pai, quando ainda eram crianças e tinham idade entre oito e onze anos, ou quando se apaixonaram por pescadores. Segundo depoimentos, a permanência decorre do amor, vício e paixão pelo mar.
Agora Rose pretende que sua pesquisa contribua para a formulação de políticas públicas voltadas às pescadoras. A seguir, confira a entrevista sobre o ambiente e o cotidiano vivenciado durante a elaboração do projeto “Mulheres e o Mar”.
A principal meta desta iniciativa apoiada pelo INCT é colaborar com a formulação de políticas públicas? Existem outras metas envolvidas no conceito da produção?
Rose: Sim, eu diria que o propósito central foi sendo construindo no decorrer do trabalho de pesquisa. Ele constitui em colaborar com a formulação futura de políticas públicas voltadas à pesca. Do ponto de vista das instituições envolvidas neste processo, não posso dizer que já vislumbro qualquer perspectiva palpável.
Leia a entrevista completa aqui
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