
28/01/2014
O Rio Araguaia serviu de berço e de nome para uma das mais importantes descobertas cientificas brasileiras nos últimos anos: o Inia araguaiensis, quinta espécie de golfinho de água doce já registrada em toda a História. Um novo tipo do animal não era identificado desde 1918.
O “Boto do Araguaia” - como ficou conhecido - abandonou o anonimato no final do ano passado, graças a um longo estudo feito em parceria entre a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e o Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa).
O trabalho que deu identidade ao “Boto do Araguaia” foi publicado na revista científica “PLoS One”. Nele, foi constatado que a espécie se separou dos seus semelhantes da América do Sul há aproximadamente dois milhões de anos, quando houve movimentação de placas tectônicas. Hoje, eles vivem isolados.
A nova espécie, que junto com o Inia boliviensis (Boto da Boliviano) e o Inia geoffrensis (Boto Cor-de-Rosa) vive na região da Amazônia, mal foi identificado e já corre risco de extinção. Segundo estimativa dos pesquisadores, o total desses animais - que vivem na região próxima à barragem da hidrelétrica de Tucuruí, no estado do Pará - não chega a mil. Isso representa apenas um a cada mil quilômetros quadrados.
Os golfinhos de água doce são consideradas algumas das criaturas mais raras do planeta. Segundo balanço da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), das outras quatro espécies existentes, três também estão sob ameaça.
Leia a matéria completa em O Globo
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