
01/04/2014
Pintores famosos, como Turner, estão ajudando cientistas gregos e alemães a entender a atmosfera da Terra no passado. Suas pinturas do pôr do sol dão pistas de como eram os níveis de poluição na época, porque revelam cores mais avermelhadas, uma vez que erupções vulcânicas jogavam cinzas e liberavam gases que faziam o céu ganhar novas cores. Os resultados deste estudo foram publicados nesta terça-feira na revista “Atmospheric Chemistry and Physics”, da União de Geociências Europeia (EGU, na sigla em inglês).
Quando o vulcão Tambora, na Indonésia, produziu a maior erupção daqueles últimos 10 mil anos, em 1815, os pintores europeus puderam ver mudanças na cor do céu. Cinzas vulcânicas e gás liberados na atmosfera viajaram o mundo e, como essas partículas aerossóis espalham a luz do sol, elas produziram um pôr do sol mais vermelho e laranja na Europa, por até três anos depois da erupção. J. M. W. Turner foi um dos artistas que pintou estas incríveis imagens na época. Agora, os cientistas estão usando as pinturas dele e de outros grandes mestres para recuperar a informação na composição da atmosfera do passado.
- A natureza fala ao coração e à alma dos grandes artistas - diz o principal autor do estudo, Christos Zerefos, professor de física atmosférica na Academia de Atenas, na Grécia. - Mas descobrimos que, quando eles colorem o pôr do sol, as informações ambientais mais importantes vêm da forma como seus cérebros percebem verdes e vermelhos.
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