
15/05/2014
A meta mais visível da Política Nacional de Resíduos Sólidos - que prevê o fim dos lixões no Brasil até o dia 2 de agosto - já foi alcançada na cidade de São Paulo faz tempo. Mas será somente em 2034 que a maior metrópole do País deverá cumprir 100% da legislação que busca resolver a questão do lixo.
É para daqui a 20 anos que o recém-lançado Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos da cidade promete chegar ao objetivo maior da política nacional: reaproveitar o máximo possível dos resíduos para que somente um mínimo, o chamado rejeito, realmente seja destinado aos aterros sanitários.
Hoje, 98,2% dos resíduos paulistanos têm essa destinação. A meta do plano municipal é reduzir para 20% em 2034. Isso será obtido, planeja a Prefeitura, a partir do aumento da reciclagem de tudo o que for passível de ser reciclado e da compostagem da matéria orgânica.
A pouco menos de três meses do fim do prazo dado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, de 2010, o maior desafio de muitas cidades brasileiras, principalmente as pequenas e na Região Nordeste, ainda é acabar com os lixões. Nem mesmo o Ministério do Meio Ambiente conseguiu somar ainda quantas estão irregulares, mas um dado do ano passado, da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) apontava que 40% do resíduo coletado no País era destinado irregularmente. A entidade lançará um novo levantamento em junho para apontar o tamanho do descumprimento do ponto mais básico da lei.
Para São Paulo, o problema é mais complexo. É fazer com que o descarte em aterros em si seja reduzido. "A lei é mais que só acabar com os lixões. Ela prevê o estabelecimento de todo um sistema de gestão integrada dos resíduos", afirma Carlos Silva Filho, diretor da Abrelpe.
A matéria completa pode ser lida no Jornal da Ciência
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