
17/06/2014
Cada vez mais, a palavra de ordem é "verde". Alinhado às premissas do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o conceito de "ser verde" nada mais é do que manter o compromisso de promover o desenvolvimento econômico, reduzindo ao mesmo tempo riscos ambientais e mantendo a biodiversidade local. Busca-se tornar verdes a empresa, os processos produtivos e até a química. O tema, que a cada dia ganha mais força e relevância, é também a base para o trabalho que a engenheira química Lucia Gorenstin Appel vem desenvolvendo juntamente com Clarissa Perdomo Rodrigues, Priscila C. Zonetti, Alexandre B. Gaspar e todos os pesquisadores do Laboratório de Catálise do Instituto Nacional de Tecnologia (INT). Formada e doutorada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Lucia conta também com a dedicação de alunos e jovens pesquisadores e com a colaboração de quatro renomadas instituições cariocas: a Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), a Universidade Federal Fluminense (UFF), a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e o Instituto Militar de Engenharia (IME).
À frente de um projeto que busca gerar "acetona verde" a partir do etanol, ela busca desenvolver uma nova tecnologia que engloba duas vantagens: permitir que o Brasil se torne autossuficiente na obtenção de acetona, um produto de extrema importância para a indústria e que hoje é largamente importado; e que essa produção seja feita a partir de uma matéria-prima renovável, já que o etanol é obtido principalmente da cana-de-açúcar. "Esta é uma excelente oportunidade, já que em breve a oferta do etanol deve crescer no País com a entrada em operação das unidades geradoras deste álcool, via celulose", anima-se Lucia, cujo projeto foi contemplado no edital Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica em Química Verde, da FAPERJ.
A pesquisadora explica que atualmente a acetona é obtida a partir do "processo do cumeno" que emprega benzeno e propeno como insumos. Nesse caso, a acetona é gerada juntamente com o fenol, o que nem sempre é positivo do ponto de vista da comercialização. E as matérias-primas empregadas também são de origem fóssil. "Vale destacar que ´ser verde´ atualmente agrega valor a produtos químicos e por isso há um crescente interesse das empresas em investir em negócios sustentáveis do ponto de vista econômico, ambiental e social. Nessa perspectiva, a alcoolquímica, ou, no caso, a etanolquímica se mostra como uma proposta promissora", esclarece a pesquisadora.
A matéria completa pode ser lida no site da Faperj
Arraia ‘voa’ para fora da água e surpreende banhistas em praia de Niterói; veja vídeo
20/08/2026
MPF dá 30 dias para Cabo Frio limpar Praia Rasa e conter lançamento de esgoto
20/08/2026
Dezenas de jacarés formam ‘muralha’ em praia que surgiu durante seca no Pantanal; VÍDEO
20/08/2026
Brasil tem a 1ª “Área de Patrimônio da Vida Selvagem” terrestre do mundo
20/08/2026
O que diferencia os incêndios florestais do Brasil e os da Europa
20/08/2026
Hesperaloe pode substituir madeira na produção de papel
20/08/2026
