
12/08/2014
Você é daquelas pessoas resignadas, que comem frango pensando que estão ingerindo um monte de hormônios? Se é, faz parte da maioria dos brasileiros. Nada menos do que 72% dos consumidores que compram o produto têm essa percepção, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O que muitos não sabem é que isso não passa de um mito, garantem governo e especialistas. Não há hormônios nesses alimentos. Na verdade, a grande preocupação hoje no consumo de carnes em geral é com o uso de antibióticos nos animais vivos. Uma avaliação que ganha força é que esses fármacos podem contribuir para o surgimento de bactérias e outros microorganismos cada vez mais resistentes a remédios.
As autoridades sanitárias impõem restrições, tanto em relação aos produtos que podem ser utilizados, quanto ao período de carência entre a aplicação e o uso de alimentos oriundos desses chamados animais de fazenda. No entanto, especialistas alertam para a necessidade de se reduzir o volume de medicamentos, que vem crescendo em todo o mundo.
“A resistência aos antibióticos está se desenvolvendo e se espalhando a uma velocidade que não pode ser contida (...) Se não forem tomadas medidas urgentes para reduzir o consumo global de antibióticos, podemos enfrentar um regresso a uma era na qual as infecções simples podem matar", alerta a ONG Consumers International, que congrega 240 organizações de defesa de consumidores, de 120 países.
A comerciante Eugênia Alves Santana, 34, acha que há aditivos nos alimentos, mas não mudou seus hábitos de consumo por isso. Em casa, consome frango três vezes por semana, come carne vermelha duas, e peixe, uma vez.
— Fui criada no interior da Bahia e, lá, víamos um frango demorar três meses para ser abatido. Agora, acho que eles crescem muito rápido — observou.
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