
19/08/2014
Ninguém sabe o que acontecerá com os 5,5 bilhões de toneladas métricas de plástico fabricados desde meados do século 20, grande parte dos quais viraram lixo. Agora, pesquisadores descobriram que resíduos de plástico podem se transformar em um novo mineral.
"Plastiglomerado" é uma fusão de materiais naturais e artificiais. O plástico derretido se funde com areia, conchas, seixos, basalto, coral e madeira, ou penetra nas cavidades das rochas, formando um híbrido de pedra e plástico. Conforme os pesquisadores relatam no periódico "GSA Today", os materiais provavelmente serão bem mais duradouros e poderão se tornar marcadores geológicos.
"O plástico mais convencional é relativamente fino e se fragmenta rapidamente", disse Richard Thompson, da Universidade Plymouth na Inglaterra, que não participou da pesquisa. "Mas aqui está descrito algo que será ainda mais resistente ao processo de envelhecimento."
O plastiglomerado foi descoberto em 2006 pelo oceanógrafo Charles Moore, do Instituto de Pesquisa Marinha Algalita em Long Beach, Califórnia. Ele estava pesquisando plástico encontrado na praia de Kamilo, que fica na maior ilha do Havaí.
A praia de Kamilo acumula lixo devido à circulação das correntes. Ao ver as estranhas formações rochosas cobertas de plástico, Moore fez algumas fotos e coletou exemplares.
A importância dessa descoberta só foi percebida em 2012, quando Patricia Corcoran, da Universidade de Ontário Ocidental, no Canadá, convidou Moore para dar uma palestra sobre poluição causada por plástico. Intrigada com o que ouviu, a doutora Corcoran resolveu ir à praia de Kamilo, onde ela e um colega coletaram 205 pedaços cujo tamanho variava ao equivalente a um caroço de pêssego até o diâmetro de uma pizza.
Mais desta matéria, pode ser lida na Folha de S. Paulo
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