
02/09/2014
A traineira aporta em Paquetá. Um a um, os tripulantes desembarcam, resignados. O dia não rendeu bons estoques de sardinha, tainha ou robalo. Rafael Passos da Silva, de 22 anos, conta que as águas turvas da Baía de Guanabara frequentemente tornam inútil sair com o barco. Períodos de bonança têm sido cada vez mais raros, ele afirma, e a poluição é a principal vilã. Rafael precisará ter mais paciência para ver o mar, enfim, numa situação melhor. Com as falhas do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG), autoridades renovam promessas, cifras e índices de saneamento.
Somados, os projetos sucessores do PDBG somam R$ 1,77 bilhão e prometem ampliar o percentual de esgoto tratado no entorno da baía — passando dos atuais seis mil litros por segundo para cerca de nove mil — até março de 2017. Num cálculo otimista, o Rio terá aplicado, ao longo de 23 anos, R$ 4,5 bilhões em saneamento da baía, mas mesmo assim estará longe de atingir a metade do programa. Com os novos investimentos, o estado só conseguirá tratar 80% do que constava no planejamento de 1994.
“Filho” do PDBG, o Programa de Saneamento dos Municípios do Entorno da Baía, com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento, é a principal aposta do governo do estado para recuperar o tempo desperdiçado.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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