
04/09/2014
Um novo estudo publicado em 31/08 na “Nature Climate Change” sugere que, caso os padrões atuais não mudem, a produção de alimentos sozinha vai alcançar, senão ultrapassar, as metas globais de emissão de gases do efeito estufa em 2050. Segundo os autores da pesquisa, uma mudança para uma dieta mais saudável em todo o mundo é uma importante ação necessária para evitar o aquecimento global.
Com o aumento da população e expansão do modelo de dieta ocidental centrado na carne, apenas o aumento da produção agrícola não dará conta da demanda de alimentos para os 9,6 bilhões de habitantes que o planeta terá em 2050, sendo necessário a inclusão de mais terras para o cultivo.
Dessa forma, alertam os pesquisadores, os custos de produção irão aumentar, assim como o desmatamento, o que vai aumentar a emissão de carbono e prejudicar ainda mais os biomas. Com o aumento da atividade pecuária, os níveis de metano também devem subir.
De acordo com o estudo, caso os padrões alimentares atuais se mantenham, em 2050 as terras destinadas à produção agropecuária terão expandido 42% e o uso de fertilizantes, 45%, em relação aos níveis de 2009. Isso significa que um décimo das florestas tropicais intactas irão desaparecer nos próximos 35 anos.
O avanço do desmatamento, do uso de fertilizantes e das emissões de metano vão levar a um aumento de 80% na liberação de gases estufa na cadeia de produção de alimentos, elevando a produção de poluentes no setor ao patamar projetado para toda a economia global.
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