
14/10/2014
O biólogo queniano Geoffrey Siwo quer acabar com as mais de 10 mil doenças do mundo usando a mesma fonte. O segredo: reunir, em um banco de dados, o maior número possível de informações genéticas de afro-americanos — a África é o continente de maior diversidade genética.
Lançado no mês passado e exibido ontem no TEDGlobal, o Projeto United Genomes convoca voluntários para fazer um exame de DNA que é disponibilizado on-line. Todas as amostras são exibidas no site do programa e podem ser consultadas por universidades, laboratórios e pesquisadores interessados em produzir novos medicamentos. Siwo conversou com O GLOBO sobre a iniciativa.
*De que forma o seu projeto pode ajudar no desenvolvimento da medicina?
Vamos pedir para que afro-americanos realizem testes genéticos com kits que existem no mercado, e depois disponibilizem o resultado em nosso site. São exames práticos, que podem ser feitos em casa. Com estes exames, conseguiremos uma grande fonte de informação de genes. São eles que mostram a que doenças estamos vulneráveis e como vamos responder a cada medicamento.
* Por que você optou por trabalhar com afro-americanos?
A África é a origem de toda a Humanidade e seus povos têm uma maior diversidade genética muito maior do que a dos outros continentes. No entanto, menos de 10% de todos os dados genéticos disponíveis hoje em dia são de africanos. Trata-se de um continente com 34 países e mais de 2 mil grupos étnicos. Conseguir dados sobre todos eles é um desafio. Então, vamos começar pelos descendentes que moram nos EUA.
A entrevista completa pode ser lida em O Globo
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