
16/12/2014
A quantidade de solo fértil per capita caiu pela metade nos últimos 50 anos, e a projeção é que caia novamente pela metade até 2050. Os dados são do grupo alemão Global Soil Forum e reforçam algo de que poucos se dão conta: o solo é finito, e sua degradação traz impactos para a produção de alimentos e o balanço climático. Mesmo assim, trata-se de um dos recursos naturais mais esquecidos da agenda global, limitado apenas às rodas científicas.
Isso começou a mudar recentemente, por exemplo, com o lançamento da Iniciativa 20x20, durante a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 20), no Peru. Ela prevê a restauração, até 2020, de 20 milhões de hectares de sete países latino-americanos, com investimentos de US$ 365 milhões. A ONU ainda definiu 2015 como o Ano Internacional do Solo, quando haverá uma série de encontros internacionais.
O governo brasileiro não faz parte da iniciativa latino-americana, mas outros atores começam a se mobilizar por aqui. Na última semana, houve um encontro preparatório para a Conferência Governança do Solo, prevista para março em Brasília, que reunirá autoridades e especialistas e, espera-se, definirá uma uma política nacional de uso e conservação dos solos.
— O mais importante é iniciar um debate sobre a questão no Brasil, porque hoje damos pouca atenção a isso. Lentamente vamos degradando o solo e causando impactos econômicos e ambientais — comenta Antonio Alvarenga, presidente da Sociedade Nacional de Agricultura.
A matéria completa poderá ser lida em O Globo
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