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Países podem discutir novo acordo contra aquecimento global

16/12/2014

Negociadores de mais de 190 países, reunidos desde o início do mês em Lima, renderam-se ao cansaço e podem encerrar a Conferência do Clima (COP 20) em Lima deixando os temas mais polêmicos para uma nova avaliação, que seria realizada apenas em junho de 2015. Apesar de alguns países ricos terem aceitado concessões, não houve um consenso com as nações em desenvolvimento, que consideram injustas as limitações inseridas no rascunho. O ministro do Meio Ambiente do Peru, Manuel Pulgar Vidal, passou este sábado se encontrando com diversas delegações para a elaboração de um último documento. A plenária final começa à meia-noite deste domingo e a expectativa é que o texto seja apresentado com pequenos ajustes.
Junho é o prazo para que os países definam suas metas de emissão de poluentes, mas devem fazê-lo “respeitando sua soberania nacional”. Para ambientalistas, a expressão dá margem para que os governos não se esforcem como seria necessário para combater as mudanças climáticas.
O texto final, de quatro páginas, foi defenestrado por representantes de alguns países em desenvolvimento, que alegaram não terem sido consultados durante sua redação. Mesmo com o protesto, havia a possibilidade de que as conversas fossem encerradas na noite de ontem — a previsão inicial era de que as discussões terminassem na última sexta-feira.
O objetivo da conferência era obter um compromisso contundente para um acordo global contra as mudanças climáticas, que seria assinado por chefes de Estado na Conferência do Clima de Paris (COP 21), em novembro de 2015. Em vez disso, as autoridades terão de esperar até o fim de julho para saber o que cada país está disposto a fazer.
Nos corredores do encontro, o clima era de decepção até o início da noite de ontem. Anfitrião do evento, Vidal afirmou que poderia romper o impasse entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. Missão fracassada. Os Estados insulares e a África repudiaram o texto logo após sua divulgação. A União Europeia aprovou o rascunho, assim como os EUA — embora ressaltando que vários pontos precisavam ainda ser amarrados.

Leia a matéria completa em O Globo

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