
03/02/2015
A interferência do aquecimento global no ciclo da água –evaporação, condensação e precipitação– deve fazer com que tempestades sejam menos frequentes, sugere um novo estudo publicado na revista "Science". Elas ficariam, porém, mais intensas.
A conclusão, que já desperta discórdia na comunidade científica, foi publicada nesta quinta-feira.
Os pesquisadores analisaram o comportamento da atmosfera como se ela fosse um motor –capturando calor para gerar movimento. O aumento da quantidade de vapor d´água no planeta, uma das consequências da mudança climática, deverá fazer os ventos da circulação atmosférica da Terra perderem força.
Cientistas já estimavam que o aquecimento global deverá ser uma má notícia em termos de intensidade dos eventos de chuva. Como o vapor é um combustível para tempestades, isso era de se esperar. Mas a interferência da mudança climática sobre a frequência desses eventos em um planeta mais quente ainda era uma questão em aberto.
Para tentar resolver o problema, o físico Frédéric Laliberté, da Universidade de Toronto, aplicou um método que leva em conta a quantidade de entropia –o comportamento caótico e sem padrões– existente na interação entre o ciclo hidrológico e a circulação atmosférica.
A conclusão é que em um ambiente onde a água circula com mais intensidade, as múltiplas transformações de fase da água – de gasoso para líquido, para sólido e o inverso – bagunçam a maneira como a circulação atmosférica se organiza na Terra. Esse fenômeno acaba culminando num enfraquecimento de ventos que normalmente ajudam a organizar tempestades.
"O que estamos vendo é que, em geral, as tempestades maiores e mais poderosas serão favorecidas às custas de uma redução das tempestades menores e mais comuns", disse Laliberté à Folha.
A matéria completa pode ser lida na Folha de S. Paulo
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