
26/02/2015
O cigarro é um inimigo mais poderoso do que se imaginava. Um estudo divulgado ontem pela Universidade Nacional da Austrália mostra que dois em cada três fumantes morrerão por causa do hábito, caso continuem fumando. É um índice mais alarmante do que o anunciado no ano passado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que considerava que metade dos usuários de tabaco morreriam por causa do vício.
O estudo foi realizado com aproximadamente 200 mil pessoas com mais de 45 anos e corroborou o resultado de pesquisas menores e recentes, que apontavam o mesmo índice de mortalidade ligado ao tabagismo.
Os usuários de tabaco morrem dez anos mais cedo do que os não fumantes. Quem consome dez ou mais cigarros por dia tem o risco de morte prematura dobrado, em relação ao resto da população. Entre aqueles que acendem vinte ou mais cigarros diariamente, a chance de morte prematura aumenta em até cinco vezes.
— Sabíamos que fumar era ruim, mas agora temos uma prova direta e independente confirmando as conclusões perturbadoras que surgem no mundo inteiro — revela Emily Banks, epidemiologista da Universidade Nacional da Austrália e autora chefe do estudo, publicado na revista científica “BMC Medicine”.
Segundo especialistas, as conclusões do estudo australiano podem ser aplicadas no Brasil. Ambos os países contam com um percentual semelhante de fumantes — aqui, são 14,5%; na Oceania, cerca de 13%.
O Brasil tem pouco mais de 21 milhões de usuários de tabaco. É um índice 20,5% menor do que o registrado cinco anos atrás, segundo a Pesquisa Especial de Tabagismo realizada pelo IBGE em 2014. A redução dos consumidores foi comemorada, mas os índices de mortalidade analisados no estudo australiano dispararam um alerta.
Leia a matéria completa em O Globo
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