
03/03/2015
O calor e a seca recorde deste verão parecem ter trazido mais tormentos do que falta de água e permanente desconforto. Um desequilíbrio ambiental pode estar entre as possíveis causas de um episódio de malária autóctone — em bom português, nativa do lugar — no Estado do Rio. São poucos casos, 14 pessoas neste verão, segundo o geneticista da UFRJ Mariano Zalis, que participa do grupo que estuda a malária na Mata Atlântica, liderado pela Fiocruz. Mas o padrão molecular do parasita, segundo ele, parece ser novo, para uma infecção da qual o estado se considerava oficialmente livre há quatro décadas. Não há motivo para pânico, mas sim para cuidados na hora de se aventurar em ambientes naturais, o que deve ser feito sempre com a proteção de repelentes de insetos.
De acordo com Zalis, todos os casos, à exceção de um, são de moradores da Zona Sul do Rio de Janeiro, que haviam passado férias no início do verão em casas dentro de matas da Serra, em florestas nas cercanias de Petrópolis, Friburgo, Lumiar, Sana e Guapimirim. Em comum, muitos casos de banhos de cachoeiras, que neste ano de seca recorde — a pior registrada no estado — tornaram-se criadouros naturais para o mosquito transmissor do parasita plasmódio, que provoca a malária.
As larvas do mosquito Anopheles kertezia cruzii se desenvolvem dentro do copo das bromélias da Mata Atlântica. Normalmente, as chuvas as varrem e ajudam a controlar a doença.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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