
24/03/2015
Estado que abriga a maior floresta equatorial do planeta, o Amazonas reduziu quase pela metade o orçamento da secretaria de Estado de Meio Ambiente, cortou 30% dos funcionários da pasta e extinguiu órgãos de conservação ambiental.
O enxugamento desencadeou a ira de ambientalistas, que temem pelo futuro das 42 unidades de conservação estaduais – correspondentes a 12% do território de todo o Estado –, provocou a saída da titular da secretaria, Kamila Amaral, e também motivou um pedido de explicações do Ministério Público Federal ao governador reeleito, José Melo (Pros).
A secretaria de Meio Ambiente passou de 89 para 62 cargos comissionados, e o orçamento da pasta caiu de R$ 17 milhões em 2014 para R$ 9 milhões em 2015.
Entre os órgãos extintos (foram 8 de 12 departamentos), estão o Centro Estadual de Unidades de Conservação e o Centro Estadual de Mudanças Climáticas. Também foi extinta a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação
O plano faz parte de um pacote lançado por Melo, aprovado há duas semanas pela Assembleia Legislativa. O objetivo é economizar cerca de R$ 900 milhões.
A pasta dispõe de 57 pessoas para fiscalizar as 42 unidades de conservação –uma área total de 19 milhões de hectares, equivalente a oito vezes o Estado do Sergipe.
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