
05/05/2015
Com um dos metros quadrados mais caros do Rio, a orla de São Conrado tem perdido a guerra para a poluição. Dados do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) sobre a qualidade da água da praia mostram que, desde 2008, as condições de balneabilidade são classificadas como péssimas em pelo menos a metade do ano. Este ano, o quadro não é menos animador: desde 1º de janeiro nenhuma amostra — realizada a cada três ou quatro dias — aprovou o banho de mar no local, situação parecida com a da Praia de Botafogo. Diante de um cenário de risco e temendo que a sujeira provoque doenças, a organização da etapa brasileira do Circuito Mundial de Surfe, que acontecerá na praia do Pepê, na Barra da Tijuca, de 11 a 23 de maio, desistiu de manter São Conrado como uma alternativa no caso de precisar de uma praia com melhores ondas. O veto dos organizadores foi antecipado pela coluna Gente Boa, do GLOBO.
— A gente não podia arriscar. Os surfistas haviam pedido para o espaço reserva ser em São Conrado porque a formação das ondas favorece competições. Mas visitei o local várias vezes e senti até cheiro de esgoto — explicou o organizador do evento, Xandi Fontes.
Com a decisão, o Posto Seis, na Barra da Tijuca, passará a ser o local que ficará em stand by durante o torneio, que reunirá na cidade os 34 melhores atletas masculinos, incluindo o atual campeão mundial, o brasileiro Gabriel Medina, e 17 surfistas mulheres.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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