
19/05/2015
“Israel não tem nenhum tipo de recurso natural: nem petróleo, nem ouro, nem água. A terra santa é santa mas não tem nada embaixo”, diverte-se Boas Albaranes, o jovem cônsul de Israel para assuntos Econômicos em São Paulo. Nascido em Jerusalém, Albaranes mudou-se para o Brasil há nove meses, quando o país começava a viver a intensa agonia da crise hídrica. Nada que o assustasse, já que Israel enfrenta escassez de água há 67 anos, desde que foi fundado.
— Espantado eu fiquei de ver as pessoas lavando calçadas e regando plantas com mangueiras. Em meu país isso é proibido por lei — afirmou Albaranes.
Israel possui oito milhões de habitantes dispostos em um território majoritariamente desértico. Na região do país onde mais chove, as precipitações equivalem a cerca de metade do que normalmente chove em São Paulo. Em todo o país, anualmente, chove 1 bilhão de metros cúbicos, enquanto o consumo populacional atinge quase o dobro disso. Ao ano, o déficit de água em Israel é de 45%. Ainda assim, toda a população recebe água em suas torneiras 24 horas por dia, 365 dias ao ano. O feito tornou-se um caso de estudo para o governo brasileiro. Albaranes foi convidado a expor as estratégias israelenses em um seminário promovido pelo Ministério do Meio Ambiente em São Paulo na semana passada. Nessa entrevista, ele detalha ao GLOBO algumas das ideias de seu país que podem ajudar o sudeste brasileiro em tempos de escassez.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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