
02/06/2015
Último exemplar da arquitetura rural colonial ainda de pé na cidade, a Casa da Fazenda do Capão do Bispo, em Del Castilho, corre o risco de desaparecer da paisagem carioca. Tombada em 1947 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a construção, que pertence ao governo do estado, está sem reboco nas paredes, com telhado destruído e portas e janelas de madeira desgastadas. Segundo moradores do entorno, o local está completamente abandonado, e os cupins já atacaram as estruturas de madeira. Do lado de fora, o capim alto completa o cenário de esquecimento.
A casa pertenceu ao primeiro bispo do Rio de Janeiro, dom José Joaquim Justiniano Castelo Branco. Ela foi erguida no final do século XVIII em um capão — a parte mais alta de um terreno. Daí vem a origem do nome pelo qual a propriedade ficou conhecida. O terreno, que tem cerca de 250 metros quadrados, integrou no passado uma das primeiras fazendas disseminadoras de mudas de café para o interior. Com varanda na fachada e um pátio central — ambos com colunas toscanas de alvenaria —, o casarão reúne características típicas das edificações rurais setecentistas do entorno da Baía de Guanabara.
Segundo a historiadora Sheila Castello, do grupo SOS Patrimônio, trata-se de uma joia da arquitetura colonial. Mas sua situação é preocupante.
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