
11/06/2015
No mapa, cerca de 600 quilômetros separam a vila alemã Kruen, onde se encontraram nos últimos dois dias os líderes do G7 — o grupo das nações mais industrializadas do mundo — e a cidade Bonn, sede de um encontro mundial dedicado ao combate às mudanças climáticas. O tom do discurso, porém, é muito mais distante. Os chefes de Estado divulgaram ontem um comunicado repleto de boas intenções. No texto, concordam que as emissões de gases de efeito estufa devem ser zeradas até o fim do século. Em Bonn, seus negociadores são mais intransigentes. Lá, a Europa se recusa a cumprir metas para cortar a liberação de poluentes nos próximos cinco anos.
Os sete governantes reunidos na Alemanha concordaram em apoiar uma redução de 40% a 70% das emissões de CO2 até 2050 (em relação aos níveis de 2010). As emissões seriam zeradas até 2100. Este passo é fundamental para evitar que a temperatura média global supere a marca de 2 graus Celsius, o que, segundo cientistas, poderia provocar uma série de catástrofes climáticas.
No comunicado, os líderes também deram garantias vagas de que trabalharão para doar US$ 100 bilhões por ano, até 2020, para ajudar as nações mais pobres a lidar com eventos climáticos extremos. Este programa foi firmado em 2009 e jamais posto em prática.
A prioridade, segundo os chefes de Estado, será a liberação de recursos para 400 milhões de pessoas mais vulneráveis às mudanças climáticas e o desenvolvimento de sistemas de alerta precoce.
Saiba mais em O Globo
Hesperaloe pode substituir madeira na produção de papel
20/08/2026
Florestas tropicais recuperam biodiversidade em uma geração
20/08/2026
A indignação com os danos ambientais causados por um homem com seu caminhão em ecossistema único na Argentina
20/08/2026
A onda de protestos que conseguiu barrar a primeira fazenda de polvos do mundo
20/08/2026
Quando fazer a coisa certa não resolve o problema
20/08/2026
Águas na costa da Europa estão até 6°C acima do normal, fruto da mudança climática
20/08/2026
