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Litoral paulista recebe pinguins ‘fujões’ da Patagônia

11/06/2015

O inverno de 2015 promete ser movimentado nas praias do Litoral Sul paulista. Mas nem tanto pelos turistas e moradores, e sim pela chegada de pinguins. Só na semana passada, 30 pinguins chegaram às praias da Baixada Santista. Destes, 18 foram resgatados no último final de semana em Bertioga, Guarujá, Praia Grande e Itanhaém. Os animais, com idade estimada em oito meses, agora recebem cuidados no Centro de Recepção e Triagem de Animais Marinhos (Cetas Marinho), mantido pela Prefeitura de Guarujá em parceria com o Instituto Gremar — Pesquisa, Educação e Gestão de Fauna.
O aparecimento de pinguins nas praias paulistas é comum nesta época. Em razão do inverno rigoroso na Patagônia, a ave sul-americana busca no Brasil correntes menos frias e maior oferta de alimentos. Os animais, que costumam pesar de 3kg a 4 kg, estão chegando às praias da região desnutridos, com pouco mais de 1 kg.
— Eles começam a chegar em junho. No ano passado, recebemos 40 pinguins. Esperamos um número bem maior este ano, já que chegaram 30 em uma semana. Eles chegam debilitados, com baixo peso — explica a veterinária do Instituto Gremar, Andrea Maranho.
Após o resgate, eles passam por um tratamento que dura, em média, um mês. Porém, os jovens pinguins devem ser devolvidos ao mar em outubro, época em que as correntes marítimas estarão favoráveis para que eles voltem para sua área reprodutiva, no seu habitat natural, na Argentina.
— Quando estão bem debilitados, costumamos alimentá-los com uma papinha feita com peixe, vitamina e óleo. Depois, quando recuperados, eles conseguem comer sardinha — conta a veterinária, que há 20 anos trabalha com resgate de animais marinhos.
Segundo Andrea, o maior pico de pinguins resgatados ocorreu em 2008, com 750 animais (entre vivos e mortos). Os pinguins costumam ser encontrados tanto durante o dia quanto à noite.
O Instituto Gremar orienta que, ao encontrar um animal na praia, não tente levá-lo de volta para a água. Se possível, proporcione uma sombra ao animal. Anote o local exato do encalhe e, se puder, identifique — ave, tartaruga, golfinho ou lobo marinho. A equipe de resgate pode ser contatada pelo telefone: (13) 3386-3110.

Fonte: O Globo

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