
18/06/2015
Os investimentos das nações ricas em programas de saúde nos países pobres e em desenvolvimento atingiram quase meio trilhão de dólares desde 1990, mostra o relatório “Financing Global Health 2014”, publicado nesta terça-feira no periódico científico “Jama”, editado pela Associação Médica Americana. Segundo o levantamento, o sexto do tipo realizado pelo Instituto de Métricas de Avaliação em Saúde (IHME, na sigla em inglês), sediado em Seattle, nos EUA, esta forma de ajuda humanitária internacional já vinha aumentando a partir do fim do século XX, mas experimentou um forte crescimento principalmente depois de 2000, quando a Organização das Nações Unidas estabeleceu as chamadas Metas de Desenvolvimento do Milênio (MDM). O relatório mostra, porém, que nos últimos cinco anos este volume passou por estagnação e queda.
- Mesmo que o crescimento dos investimentos tenha parado nos últimos anos, está claro que a ajuda em apoio às Metas de Desenvolvimento do Milênio cresceu a uma taxa excepcional na primeira década em que elas estiveram em vigor – comenta Joseph Dieleman, professor do IHME e principal autor do relatório.
Depois de rápido crescimento de 2000 a 2010, investimento em saúde global ficou estagnado e, de 2013 a 2013, teve queda de 1,6%. Em 2014, o volume total foi de US$ 35,9 bilhões. Se o ritmo continuasse o mesmo da primeira década deste século, US$ 38,4 bilhões a mais em ajuda humanitária teriam sido disponibilizados nos últimos quatro anos.
De acordo com o estudo, entre 1990 e 2014 os países ricos, em geral por meio de seus governos ou instituições filantrópicas, liberaram um total de US$ 458 bilhões para projetos de manutenção ou melhoria dos serviços de saúde das nações mais pobres no planeta. Deste volume, quase 60% dos recursos foram direcionados a áreas relativas a três das oito MDM relacionadas a questões de saúde – saúde infantil, saúde das mães e doenças infecciosas -, distribuídos da seguinte forma: 28% a programas que atendem mães, bebês e crianças; 23,2% para pesquisa, prevenção e tratamento de HIV/Aids; 4,3% para malária; 2,8% para tuberculose; e 1,5% para doenças não comunicáveis.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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