
30/06/2015
Quem dirige pela Zona Sul já sabe: antes de sair rumo ao destino, é preciso incluir “30 ou 40 minutinhos” no cronograma. O “plus” é destinado àquele momento de procurar um lugar para o veículo, que exige voltas nas vias secundárias pela região. Pensando neste problema, o arquiteto e urbanista Henock de Almeida sugere voltar a um projeto da prefeitura carioca da década de 90: a construção de garagens subterrâneas.
O projeto seguiria os moldes de um projeto de Paris e Madri e que, segundo o urbanista, teve baixos custos e eficiência na questão das vagas.
— Morei em Paris durante quatro anos e trabalhei no projeto da garagem subterrânea Ambroise Paré, próxima à Gare du Nord. Lá conheci o sistema e a tecnologia das garagens subterrâneas. Nos últimos anos, a prefeitura parisiense incentivou o uso de transportes alternativos, e acabou com mais de 50 mil vagas na superfície. Em compensação, oferece 75 mil vagas pagas somente na área antiga da cidade. Madri tem mais de 250. Quando você aumenta o número de vagas, aumenta a oferta e força a redução na concorrência, o que provavelmente aconteceria no Rio — pondera o urbanista, que só em Ipanema, calcula que 500 vagas poderiam ser implantadas na área da Praça General Osório.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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