
25/06/2015
Na Aldeia Nova Mudança, localizada na cidade de Santa Rosa do Purus (AC), a 300 km da capital Rio Branco, três crianças da etnia Kaxinawá destoam do restante da comunidade. De uma família de 8 irmãos, Vanessa, de 5 anos, Orlando, de 3, e a pequena Eleiana, de 1 ano, foram os únicos que nasceram com a pele clara, cabelos loiros e olhos castanhos.
A suspeita é que as crianças tenham albinismo, uma mutação genética que se refere à incapacidade de uma pessoa fabricar corretamente a melanina.
Tímida e meio assustada, a mãe das crianças, Elza Kaxinawá, acha que as características dos filhos não fazem deles "diferentes". Mas destaca que as crianças sofrem com o forte calor e a exposição ao sol.
"Vieram assim, não sei o que aconteceu. Eles são normais, só reclamam do sol e, às vezes, ficam doentes, têm coceiras por causa dos mosquitos e alergias. Fora isso, são iguais aos outros", disse.
A coordenadora regional da Fundação Nacional do Índio no Acre (Funai) e do Alto Purus, Maria Evanízia, disse que o órgão, por enquanto, não está fazendo nenhum estudo sobre índios albinos no Acre. "Pode estar ocorrendo algum tipo de mutação genética. No Acre, entre a população indígena, esses foram um dos primeiros casos que nós tomamos ciência", disse.
A matéria na íntegra pode ser lida no G1
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