
25/06/2015
Os brasileiros são os que mais consideram essencial tratar do assunto “biodiversidade” entre os cidadãos de nove países que foram ouvidos em uma pesquisa recente promovida pela União para o Biocomércio Ético (UEBT), entidade sem fins lucrativos criada a partir da Organização das Nações Unidas (ONU). Junto com o México, no Brasil estão os melhores indicadores de tomada de consciência em relação a essa questão – os demais pesquisados são Estados Unidos, Reino Unido, Holanda, França, Alemanha, Índia e Equador. O resultado da pesquisa, a que o GLOBO teve acesso com exclusividade, será anunciado nesta quinta-feira em Paris.
O Brasil também é o país em que os consumidores mais se preocupam com a composição dos produtos adquiridos, em termos de insumos. Noventa e sete dos consumidores brasileiros dizem adquirir alimentos fabricados com produtos naturais, o maior indicador entre os países, junto com o México. Aqui também a preocupação é a maior com relação a cosméticos e produtos de cuidado pessoal, artigos de limpeza e farmacêuticos. É no Brasil também onde se mais presta atenção a isso.
A pesquisa apontou, ainda, que no Brasil e no México os consumidores prezam por políticas das empresas que respeitem a biodiversidade. No Brasil, 92% dos consumidores acham importante que as empresas tenham políticas que respeitem a biodiversidade quando adquirem ingredientes naturais. Já na Holanda, só 65% consideram esse aspecto importante.
Entre os brasileiros, também cerca de 80% disseram ver com bons olhos o controle das práticas adotadas pelas empresas com relação à biodiversidade por organizações independentes, como ONGs e certificadoras. Segundo a pesquisa, as atenções ao tema são puxadas, principalmente, pelos mais jovens, de 16 a 24 anos, que estão entre aqueles que mais afirmam conhecer o assunto no Brasil.
As entrevistas foram feitas entre março e abril, ou seja, enquanto acontecia a votação do novo marco regulatório da biodiversidade no Congresso, que foi sancionado pela presidente Dilma Rousseff no dia 20 de maio. A Lei 13.210 definiu novas regras para a pesquisa, uso e exploração comercial do patrimônio genético no país, por exemplo, prevendo a repartição de benefícios entre empresas e comunidades que forneçam conhecimento às indústrias.
Segundo a pesquisa, enquanto da média das cerca de 1 mil pessoas entrevistadas em cada país, 69% já tinham ouvido falar de biodiversidade, e 28% sabiam exatamente do que se trata, no Brasil esses indicadores se mostraram recordes, de 92% e 43%, respectivamente. Na Alemanha, só 38% disseram já ter ouvido falar sobre o tema e, na Índia, só 12% conseguiam dizer do que se trata.
Em termos globais, 87% dos entrevistados nos nove países disseram ser importante contribuir pessoalmente para a conservação da biodiversidade. Mais uma vez, porém, Brasil e México, junto com a Índia, são destaques, cada um com mais de 95% de respostas positivas a essa questão.
A matéria completa pode ser lida em O Globo
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