
07/07/2015
Visitar uma das 113 praias da Ilha Grande, na Costa Verde fluminense, pode ficar mais caro ainda no primeiro semestre do ano que vem. O secretário estadual do Ambiente, André Corrêa, afirmou, na quarta-feira, que o governo estuda implementar um modelo de PPP (parceria público-privada) na joia ambiental do Rio, nos moldes do que ocorre no arquipélago de Fernando de Noronha. O objetivo, explicou, é garantir um turismo sustentável e menos invasivo. Estudos apontam que praias como Araçatiba, Provetá e Japariz estão recebendo mais gente do que podem suportar.
A ONG Instituto Semeia recebeu R$ 2 milhões do Fundo Mata Atlântica do Rio, composto por dinheiro de compensações ambientais de empresas, para desenvolver o projeto. No ano passado, o instituto coordenou um modelo de concessão do circuito ecológico Rota Lund, em Minas Gerais.
— O poder público não tem braço para controlar a Ilha Grande. E temos problemas de superlotação em alguns locais. O modelo ainda está sendo estudado, mas a ideia é que no primeiro semestre do ano que vem esteja definido. Pode ser uma concessão plena ou patrocinada. A Ilha Grande vai ter muita atratividade — disse o secretário.
A Ilha Grande abrange três unidades de conservação estaduais — uma Área de Proteção Ambiental (APA) Tamoios, o Parque Estadual da Ilha Grande e a Reserva Biológica da Praia do Sul.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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