
14/07/2015
As duas criaturas enormes fizeram uma pausa em sua alimentação ruidosa, em silhueta contra os pinheiros finos na outra margem de um riacho, e emitiram alguns bufos de trem a vapor.
"Acho que estamos perto o suficiente", disse Michal Krzysiak, membro da equipe que supervisiona o rebanho de bisões europeus do Parque Nacional Bialowieza, na Polônia, e é seu único veterinário.
Os dois bisões estão entre os 1.500 que vivem em Bialowieza, a maior concentração da variedade europeia no mundo.
Segundo Krzysiak, 34, no início os moradores das aldeias próximas temiam o bisão e o impacto em suas propriedades. Agora as pessoas os chamam de "nosso bisão".
Piotr Otawski, vice-ministro do Meio Ambiente da Polônia, propôs novos regulamentos para proteger e aumentar os rebanhos de bisões do país.
No entanto, muitos agricultores os consideram um perigo para suas plantações. As autoridades que supervisionam as florestas nacionais nem sempre aceitam a ideia de mais bisões livres na natureza. Além disso, alguns interesses comerciais temem que o excesso de novas regras ambientais prejudique a expansão econômica do país.
Mesmo os que apoiam a proteção do bisão não concordam.
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