
14/07/2015
Na terra natal do molho pesto, um grupo de apaixonados por mergulho e jardinagem submergiu com a ideia de plantar manjericão no fundo do mar. A ideia, que vem sendo desenvolvida em Noli, no norte da Itália, pode ser uma opção para a produção agrícola em zonas áridas costeiras pelo mundo.
Os pés de manjericão são plantados em "estufas" submersas –balões transparentes, cheios de ar, que são afundados e ancorados no fundo do oceano, a oito metros de profundidade.
"As grandes massas de água mantêm a temperatura quase constante ao longo do tempo", disse à Folha por e-mail Luca Gamberini, gerente de marketing da Ocean Reef Group, empresa que faz as estruturas, que chama de "Jardim do Nemo".
Nos balões submersos, as plantas encontram as condições necessárias para crescer: além da temperatura constante, luz e, claro, água.
As estufas são grandes, uma pessoa consegue ficar de pé dentro delas –a água bate na sua cintura. As plantas são dispostas acima do nível da água. Assim, quando há evaporação, o vapor sobre até o topo da estrutura, onde condensa. As gotinhas de água formadas irrigam as plantas.
Cultivar manjericão embaixo d´água tem uma grande vantagem extra: isso protege as plantas de insetos e parasitas que ameaçam as plantações em terra firme.
As biosferas até atraem vida selvagem, como polvos que se abrigam sobre a estrutura, mas por enquanto nenhum bicho representou uma ameaça aos manjericões.
A matéria na íntegra pode ser lida na Folha de S. Paulo
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