
16/07/2015
Os quatro reservatórios de água que abastecem a região Metropolitana do Rio devem alcançar o volume morto já no fim de agosto, segundo previsão da bióloga Vera Lúcia Teixeira, vice-presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Médio Paraíba do Sul. Segundo ela, a falta de planejamento público e a escassez de chuvas dos últimos meses contribuíram para que o nível do rio atingisse a pior média para esta época do ano. Atualmente, a média do volume útil dos reservatórios Paraibuna, Santa Branca, Jaguari e Funil somam 14,5% — em Julho de 2014, esse percentual era de 35,6%.
— Vamos começar a sentir os efeitos entre o fim de agosto e o início de setembro. Isso é um fato. Estamos, hoje, com um terço do volume que tínhamos no ano passado, e não fizemos nada nesses 12 meses. Podemos ter uma crise de água pior do que a de 2014 — afirma Vera, ressaltando que a vazão do rio Paraíba do Sul está muito baixa — Está saindo mais água do que entrando. Estamos explorando um recurso sem preservá-lo.
Além da Região Metropolitana, os reservatórios atendem também 19 municípios do Médio Paraíba, abastecendo cerca de 13,5 milhões de pessoas. Apenas o Paraibuna — considerado um dos maiores reservatórios do estado, com capacidade para 5,9 hectômetros cúbicos de água — está operando com 5,82% de seu volume útil. Vera diz que o Paraibuna alcançou o volume morto pela primeira vez em sua história em janeiro deste ano, quando passou quase 20 dias com 0% de capacidade útil.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
Hesperaloe pode substituir madeira na produção de papel
20/08/2026
Florestas tropicais recuperam biodiversidade em uma geração
20/08/2026
A indignação com os danos ambientais causados por um homem com seu caminhão em ecossistema único na Argentina
20/08/2026
A onda de protestos que conseguiu barrar a primeira fazenda de polvos do mundo
20/08/2026
Quando fazer a coisa certa não resolve o problema
20/08/2026
Águas na costa da Europa estão até 6°C acima do normal, fruto da mudança climática
20/08/2026
